WELLINGTON X PIVETTA

Abilio nega racha no PL e desconversa sobre apoio na disputa pelo governo de MT

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Abilio nega racha no PL e desconversa sobre apoio na disputa pelo governo de MT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou nesta quinta-feira (9) a existência de um racha interno no Partido Liberal, mas evitou declarar apoio exclusivo a um dos pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso: Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos).

“Os dois, os dois vão pedir voto para o Flávio”, afirmou o prefeito, em referência ao nome que deve ser apoiado pelo grupo político em outra disputa eleitoral, sinalizando uma tentativa de manter equilíbrio entre as lideranças.

Durante coletiva de imprensa, Abilio destacou que ainda considera prematuro definir apoios formais para a eleição de 2026 e criticou disputas internas dentro do mesmo campo ideológico. Segundo ele, divergências públicas podem fragilizar o grupo político.

“Nós não podemos ficar brigando entre a direita, com políticos do mesmo alinhamento ideológico, por causa de apoio político. Receber apoio é natural, mas manifestação de apoio é outra história”, declarou.

A fala ocorre em meio a movimentações de bastidores no cenário político estadual, onde diferentes lideranças buscam consolidar pré-candidaturas e alianças com vistas ao próximo pleito. Tanto Wellington Fagundes quanto Otaviano Pivetta são apontados como possíveis protagonistas na disputa pelo Palácio Paiaguás, o que intensifica as articulações dentro e fora dos partidos.

Ao comentar o atrito envolvendo o presidente estadual do PL, Ananias Filho, e o deputado federal José Medeiros (PL), Abilio minimizou o episódio e sugeriu que houve amplificação do caso.

“Nem tudo que você vê na imprensa, nem tudo que você vê na internet é real”, disse, em tom de cautela sobre a repercussão pública de divergências internas.

Em tom descontraído, o prefeito utilizou uma analogia para amenizar o clima dentro da legenda:
“Depende do pacote de bolacha. Se for Oreo, que vem três, pode ter três. Mas, no caso da política, vai ter vários sabores, várias bolachas. Ninguém é uma bolachinha só”.

Nos bastidores, analistas políticos avaliam que a postura de Abilio reflete uma estratégia de evitar desgastes antecipados dentro do partido, preservando espaço para negociações futuras. A definição de apoios tende a ganhar força apenas mais próximo do período eleitoral, quando alianças e candidaturas estarão oficialmente consolidadas conforme o calendário da Justiça Eleitoral.