Um homem identificado como Sandro Rodrigues de Assis, de 40 anos, foi morto a facadas na tarde desta quarta-feira (15), dentro da casa onde morava, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. A principal suspeita do crime é a enteada da vítima, identificada como Raquel, que foi localizada e presa poucas horas depois.
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, o homicídio aconteceu por volta das 15h30 e teria sido motivado por um desentendimento familiar de natureza passional. As primeiras apurações apontam que a suspeita utilizou uma faca de serra e desferiu um golpe na região do tórax, atingindo o coração da vítima. Sandro morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
A Polícia Militar foi acionada pela companheira da vítima, que também é mãe da suspeita. Segundo relato prestado aos policiais, ela e Sandro consumiam bebida alcoólica dentro da residência antes do início da discussão. Durante o conflito, a suspeita teria se envolvido na briga e atacado o padrasto com o golpe fatal.
Após o crime, equipes da PM iniciaram diligências na região e conseguiram localizar Raquel ainda nas proximidades. Ela foi detida e encaminhada para a Central de Flagrantes, onde ficou à disposição da Polícia Civil. A arma utilizada no crime também foi apreendida.
A cena do homicídio foi isolada para o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pela coleta de vestígios e pela análise pericial que irá subsidiar a investigação. O corpo de Sandro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia.
O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deverá ouvir testemunhas e apurar a dinâmica da ocorrência, além de esclarecer o contexto da motivação apontada inicialmente como passional. A Polícia Civil também vai verificar se havia histórico anterior de conflitos entre a suspeita e a vítima.
Casos de homicídio em ambiente doméstico costumam ser tratados com atenção especial pelas autoridades devido à complexidade das relações familiares envolvidas e à necessidade de esclarecer se houve premeditação ou reação durante uma discussão. Até o momento, a defesa da suspeita não havia se manifestado.