A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, no início da noite de terça-feira (31), quatro tabletes de substância análoga ao haxixe durante fiscalização no km 387 da BR-364, em Cuiabá (MT). O haxixe é um derivado da maconha produzido a partir da resina concentrada da planta, possuindo, por isso, um teor de substância psicoativa mais elevado — especialmente de tetrahidrocanabinol (THC) — e, consequentemente, maior valor no mercado ilegal.
A apreensão ocorreu durante a abordagem a um ônibus de transporte interestadual que fazia a linha Várzea Grande (MT) x Aparecida de Goiânia (GO), rota considerada estratégica por forças de segurança devido ao fluxo constante de passageiros e à ligação entre diferentes regiões do país.
Durante a fiscalização, os agentes contaram com o apoio de um cão farejador, recurso amplamente utilizado pela PRF em operações de combate ao tráfico de drogas. O animal indicou a presença de substância ilícita em uma mala localizada no compartimento de bagagens do veículo.
Após a inspeção, os policiais identificaram a passageira responsável pela bagagem. No interior da mala, os quatro tabletes do entorpecente estavam escondidos sob a forração, método comumente utilizado por traficantes para tentar evitar a detecção em fiscalizações de rotina.
Questionada no local, a mulher confirmou ser a proprietária da mala e relatou que receberia pagamento para transportar a droga até Goiânia (GO). Esse tipo de prática é característico do chamado “tráfico de transporte”, em que pessoas são recrutadas para atuar como “mulas”, geralmente mediante promessa de recompensa financeira.
Diante dos fatos, a passageira foi encaminhada à Delegacia de Flagrantes de Cuiabá (MT), juntamente com o material apreendido. Ela poderá responder por tráfico de drogas, crime previsto na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), cuja pena pode variar de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa.
A BR-364 é uma das principais rodovias federais que cortam o Mato Grosso e tem sido frequentemente alvo de operações da PRF devido à sua relevância logística, tanto para o escoamento de produção quanto para o deslocamento interestadual. Por esse motivo, a rodovia também é monitorada como possível rota de circulação de entorpecentes oriundos de regiões de fronteira, especialmente do Centro-Oeste e Norte do país.
A ocorrência será investigada para apurar a origem da droga e possíveis conexões com organizações criminosas envolvidas no tráfico interestadual.