REDUÇÃO DE JORNADA

Fim da escala 6x1 é debatido hoje na Câmara dos Deputados sob expectativa de projeto do governo

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Fim da escala 6x1 é debatido hoje na Câmara dos Deputados sob expectativa de projeto do governo
O tema é tratado como uma das prioridades do governo federal para 2026 e gera expectativa tanto entre trabalhadores quanto no setor empresarial.

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional e deve ganhar novos desdobramentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O tema será debatido nesta terça-feira (7) e é tratado como uma das prioridades do governo federal para 2026, além de gerar expectativa tanto entre trabalhadores quanto no setor empresarial.

Proposta

A escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos com apenas um de descanso — está na mira de propostas que buscam reduzir a jornada semanal para até 36 horas, sem diminuição salarial.

O debate na CCJ ocorre em meio à possibilidade de envio de um novo projeto pelo governo para acelerar a tramitação da mudança. A estratégia faz parte de uma articulação política mais ampla para garantir avanços na pauta trabalhista ainda neste ano.

A proposta divide opiniões. De um lado, defensores argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliar o tempo de descanso e acompanhar tendências internacionais de redução de jornada. Do outro, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos econômicos, especialmente para pequenas e médias empresas.

Atualmente, a legislação brasileira permite jornada de até 44 horas semanais. Com a mudança, o limite seria reduzido gradualmente, com previsão de adaptação ao longo dos anos até a implementação completa do novo modelo.

O tema também ganhou força fora do Congresso, impulsionado por movimentos sociais que defendem novas formas de organização do trabalho e melhores condições para os trabalhadores.

A análise na CCJ é a primeira etapa da tramitação. Caso avance, o texto ainda precisará passar por comissões especiais e votações no plenário da Câmara e do Senado antes de virar lei.

Por Câmara Federal